Estudantes e pessoal da saúde buscam proteção
Alunas do curso de Agronomia, Bruna Vicentin, 19 anos, e Flávia de Moraes, 17, ambas do 1º ano de Agronomia, afirmaram ontem estar tranquilas, apesar da decisão da reitoria de suspender as aulas na UEL. Mesmo assim, passaram a utilizar as máscaras. A preocupação é não causar o contágio em casa, para crianças e para idosos, ressaltou Bruna. Ela disse que a medida deveria ter sido tomada mais rapidamente, em especial porque muitas pessoas tiveram contato com a jovem com suspeita de contaminação.
Aline dos Santos Pitarello, 21, e Anelissa Schiarolli, 22, que estão no 3º ano de Zootecnia, comentaram que a possível disseminação do vírus é um risco pela aglomeração de pessoas em recintos da UEL. Apesar de usarem máscaras, consideraram que a paralisação das aulas não seria necessária.
Rafael Coronato, 26, que faz mestrado em Ciência de Alimentos, considerou a medida válida. Como é um vírus novo é bom a gente ter precaução.
Doze casos suspeitos
Doze casos suspeitos estão sendo monitorados pela Secretaria Municipal de Saúde. Os resultados dos exames, feitos pelo Laboratório da Fundação Osvaldo Cruz, no Rio de Janeiro, deverão ser divulgados nos próximos dias.
Segundo o secretário Agajan Der Bedrossian, as 12 suspeitas surgiram a partir de segunda-feira. Nos últimos 40 dias, cinco casos suspeitos foram descartados na cidade. Ele preferiu não comentar a decisão da Universidade Estadual de Londrina de suspender as aulas até segunda-feira.
Quanto aos funcionários de Unidades Básicas de Saúde (UBS), que estão usando máscaras protetoras, Bedrossian destacou que não trata-se de uma recomendação oficial da secretaria, mas uma iniciativa própria dos servidores. (F.R.F.)





