São Paulo, 08 (AE) - Os estudantes de medicina Marcelo Guimarães Tiezzi, vulgo Igor, e Rodrigo Bornstein Martinelli, o Boi, alunos da Pontifícia Universidade Católica (PUC), de Sorocaba, no interior de São Paulo, e o médico Leandro Martins de Oliveira Pinho, foram denunciados hoje por tentativa de homicídio qualificado. A denúncia, do promotor Roberto de Campos Andrade, já foi recebida pelo juiz da Vara de Júri da cidade, Pedro Luiz Alves de Carvalho. A data do interrogatório ainda não está definida. Eles estão sujeitos a pena variável de 4 a 20 anos de cadeia.
Os três são acusados de, no dia 7 de agosto do ano passado, durante a realização de uma "gincana", terem jogado álcool e ateado fogo no corpo do aluno Rodrigo Favoretto Cañas Peccini. Segundo a denúncia, no dia do episódio os estudantes promoviam uma gincana, denominada "maratoma", que consistia em percorrer várias repúblicas do bairro ingerindo a maior quantidade possível de bebida alcoólica. Aquele que caísse seria eliminado.
Rodrigo Peccini, embriagado, deitou-se em uma cama de um quarto da república da Máfia. O rapaz vomitou na cama e no chão sendo retirado do quarto por dois moradores, Eduardo Gillieron Assis e Adriano Ribeira Benedita. O estudante foi arrastado pelo corredor e deixado inerte próximo a cozinha. Lá, Boi e Igor tiraram as roupas do rapaz e jogaram álcool sobre ele, diz a denúncia. O médico Leandro Martins, a seguir, aproximou um isqueiro aceso nas costas da vítima, que teve 25% do corpo queimado.
Peccini foi socorrido por colegas que abafaram as chamas com cobertores e levado para o Hospital Regional de Sorocaba. Para o promotor, a tentatriva de morte tem três qualificadoras: emprego de meio cruel (fogo), motivação torpe e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.

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