Estudantes desocupam reitoria da UFPR
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sexta-feira, 20 de julho de 2012
Rubens Chueire Jr. <br> Equipe da Folha 
Curitiba - Depois de 17 dias o grupo de estudantes que ocupava o prédio da reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR), no Centro de Curitiba, deixou o local com faixas e gritos de protesto. A decisão foi anunciada após a direção da instituição ameaçar entrar com uma medida judicial, e também suspender os estudantes. Além disso, as negociações da
pauta de reivindicações dos alunos estavam suspensas desde a invasão.
''Fomos surpreendidos com a ocupação e, com isso, eles romperam o diálogo com a direção. Estabelecemos que, para reiniciar as conversas, os estudantes teriam que sair do prédio. E, pelo visto o bom-senso reinou'', disse a pró-reitora de Graduação, Maria Amélia Sabbag Zainko. Segundo ela, por causa da ocupação, alguns fornecedores da instituição não foram pagos no prazo estipulado, e alguns pagamentos de bolsas de estudantes também tiveram que ser prorrogados.
O Diretório Central dos Estudantes (DCE) informou desde o começo da mobilização que não apoiava a decisão destes alunos. Eles invadiram o prédio no dia 3 de julho, na tentativa de pressionar a direção a atender as reivindicações apresentadas pelo Comando de Greve dos alunos. O grupo pedia aumento da quantidade e do valor das bolsas de estudos; acesso gratuito a cursos de línguas para todos os estudantes; fim dos espaços privados dentro da universidade e creche para mães estudantes.
No plano federal, eles defendem maior flexibilização nas negociações entre servidores e União, além de melhores condições de ensino. ''Consideramos que foi um movimento válido porque buscamos mostrar o sucateamento do ensino público no País. E, por isso, reivindicamos melhorias na infraestrutura da instituição'', afirmou Ana Paula Pereira, estudante de Medicina e integrante do Comando de Greve. ''A assembleia pela manhã decidiu desocupar o prédio desde que a reitoria não retaliasse administrativamente ou academicamente os estudantes, além de voltar com as discussões da pauta de reivindicações'', completou.


