Campinas, SP, 7 (AE) - A Direção Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina (Denem) vai orientar os alunos de todas as faculdades de Medicina do País a vestirem camisetas pretas, em protesto contra o Exame Nacional de Cursos, marcado para o dia 13 de junho. Dos 170 mil inscritos no Provão, 8,4 mil são da área médica. A manifestação foi decidida hoje, durante o encontro "Preparando a Transformação da Educação Médica no País", realizado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O vice-presidente do Denem, Marcelo Coltro, disse que os estudantes de Medicina são contra o provão porque o teste não traz perspectivas de mudanças. "Precisamos é melhorar os cursos", disse.
Além de usar preto, os estudantes também planejam um trabalho de prevenção a doenças como forma de protesto no dia do exame. A avaliação é obrigatória. Quem faltar, não poderá receber o diploma depois de formado.
A presidente do Conselho Interinstitucional de Avaliação do Ensino Médico (Cinaem), Regina Celles de Rosa Stela, que participou do encontro, também se posicionou contra o Provão. Segundo ela, a entidade já avaliou, em 1991, 76 escolas de Medicina do País. "O resultado revelou que as instituições não estão preparadas para acompanhar as transformações que a sociedade sofreu", disse.
A nota média alcançada pelos alunos avaliados pelo Cinaem foi de 5,1, de um total de 10,0. O Conselho propõe mudanças no método pedagógico, no modelo de gestão das faculdades e na postura do professor em sala de aula. O encontro na Unicamp também contou com a participação de professores representando 50 faculdades de Medicina de todo o País.
O Provão de 99 pretende avaliar 170 mil graduandos dos cursos de Administração, Direito, Economia, Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica, Engenharia Quimica, Jornalismo, Letras, Matemática, Medicina, Veterinária e Odontologia. O curso com maior número de concluintes é o de Direito, com 43.750.

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