Estudantes de Letras da USP protestam por falta de aulas
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domingo, 26 de março de 2000
Por Cristina Charão 
São Paulo, 27 (AE) - Um mês depois de iniciado o ano letivo na Universidade de São Paulo (USP), 691 alunos do curso de Letras ainda estão sem aulas, consequência de uma falha no processo de matrícula dos alunos que terminaram o Ciclo Básico, instituído em 1999. Pelo novo currículo, os alunos não optam mais pela habilitação (língua a ser estudada) no vestibular, mas no fim do primeiro ano, o que ainda não ocorreu. Hoje os alunos do 2.º ano fizeram um protesto na faculdade, exigindo que a direção acelere a matrícula e o início das aulas.
Usando nariz de palhaço, os estudantes diziam que o acordo feito em fevereiro com a direção era "uma piada". Na ocasião, eles aceitaram ser matriculados em Português. Mas a escolha da outra língua ainda não foi efetivada. "Disseram que este atraso é culpa de problema com os computadores", afirmou o aluno Vanderlei Dannibale. Em novembro, a direção fez uma pré-matrícula, em que os alunos indicaram suas preferências para as duas habilitações, sem saber da classificação no curso, como previa o edital do vestibular. Liminar obtida pelos alunos suspendeu a pré-matrícula e exigiu a divulgação do ranking.
Segundo a coordenadora da Comissão de Graduação do curso de Letras, Maria Vicentina, a pré-matrícula foi feita para acelerar o processo. "O ranking só poderia ser divulgado depois da primeira semana de aula, quando acabasse a recuperação." A professora afirmou que cumpriu a ordem da liminar ao refazer a opção de cursos depois da divulgação da classificação. "Tivemos de refazer o processo." Maria garante que esta semana serão divulgadas as listas definitivas de alunos por curso.


