Os estudantes da Universidade Estadual de Londrina (UEL) decidiram pela suspensão da greve em assembleia realizada na noite desta quarta-feira (1º), na quadra do Centro de Educação Física e Esporte (CEFE). Com a presença de aproximadamente 1.400 pessoas, a ampla maioria aprovou as propostas apresentadas e a manutenção do estado de greve.

Isso significa que os alunos podem retomar a paralisação a qualquer momento, caso as propostas do Governo do Estado não sejam cumpridas, explicou o representante do movimento estudantil, Lucas Godoy. "Vamos formar uma comissão de mobilização, que vai acompanhar o cumprimento dos compromissos feitos pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti)".

Acompanhado da reitora Berenice Jordão, o grupo foi a Curitiba na segunda-feira (29), onde participou de uma reunião com representantes da pasta. "Eles garantiram a regularização dos repasses de custeio, a nomeação de servidores e docentes a partir de julho e a contratação de funcionários para o Restaurante Universitário (RU) no ato da conclusão da reforma do prédio, prevista para setembro", detalhou.

Godoy frisou que não há nenhum impedimento para o retorno às salas de aula. "Agora, cada centro deve se organizar para a retomada de atividades", concluiu.

Imagem ilustrativa da imagem Estudantes da UEL suspendem greve e voltam às salas de aula
| Foto: Reprodução/Facebook/Greve Estudantil



A mobilização

A mobilização começou no dia 23 de junho, depois que os docentes e servidores técnicos administrativos da instituição deliberaram pelo encerramento da greve. Os estudantes optaram pela manutenção do movimento e ocuparam o prédio da administração, solicitando reuniões com a reitora e atendimento de reivindicações.

Berenice Jordão estendeu a bolsa de R$ 100,00 referente ao auxílio alimentação a 182 pessoas, entre elas, 82 que utilizam a moradia estudantil e estão sem ter onde comer com o fechamento temporário do RU. Três dias depois, os alunos desocuparam a reitoria, mas organizaram diversas atividades em busca de mais adesão.

Na terça-feira (30), data de reinício das aulas no campus, o grupo bloqueou a entrada que dá acesso aos prédios administrativos da instituição durante a manhã. O ato gerou congestionamento nas vias de entorno e demora de pelo menos 40 minutos nas filas.

mockup