Estudantes da UEL resistem à desocupação de hotel
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sexta-feira, 29 de maio de 2009
Caroline Vicentini<br> Reportagem Local 
Londrina - Um grupo de cerca de 20 estudantes da Universidade Estadual de Londrina (UEL) que não foi contemplado com vagas na nova Casa do Estudante, no campus universitário, promete resistir e não entregar o hotel alugado pela UEL na Avenida São Paulo para abrigá-los temporiamente.
Segundo o diretor do Serviço de Bem Estar Social da UEL (Sebec), Oswaldo Yokota, o contrato de aluguel - que venceu ontem - foi assinado no dia 1 de março de 2005 e renovado duas vezes por um período de 48 meses. Em março, a UEL teve que prorrogá-lo por mais dois meses para finalizar a nova Casa do Estudante. Caso o imóvel não seja desocupado, a UEL entrará com um pedido de reintegração de posse na segunda-feira, informou.
A UEL possui uma despesa mensal com o imóvel de cerca de R$ 18 mil entre aluguel e pagamento de contas de água, luz e telefone. Por quatro anos, a Universidade manteve o hotel abrigando pouco mais de 100 alunos.
Os estudantes criticam os critérios de seleção da universidade, como a exigência de comprovante de residência de origem fora da Região Metropolitana de Londrina. A instituição possui critérios draconianos para a seleção de moradores, criticou o assistente social do movimento Na Lei e na Marra e estudante de pós-graduação da UEL, Cristiano Mariotto. Segundo ele, a ocupação do espaço tem finalidade política, visto que o objetivo do movimento é obter da UEL um projeto de universalização e aumento permanente das vagas para a Casa do Estudante.
De acordo com Yokota, a admissão de alunos como moradores da Moradia Estudantil será feita mediante processo seletivo específico, baseado em critérios socioeconômicos e no desempenho acadêmico. Segundo o diretor do Sebec, a nova Casa do Estudante possui 80 vagas, sendo que 79 alunos passaram na seleção.


