Estudantes cobram reativação de moradia
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segunda-feira, 20 de junho de 2016
Celso Felizardo<br>Reportagem Local 
Estudantes da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), do campus de Foz do Iguaçu (Oeste), se mobilizaram para cobrar uma série de melhorias junto à reitoria. Entre os principais itens estão a garantia de auxílios estudantis, que segundo eles estariam ameaçados para o segundo semestre, e a reativação da Moradia 1, no bairro Porto Belo. Como forma de pressionar a universidade, eles ocuparam, no sábado, três prédios da instituição: salas de aulas e setores administrativos na unidade do Jardim Universitário e em duas estruturas que servem como moradia.
De acordo com a assessoria de imprensa da Unila, as aulas de 11 dos 29 cursos ofertados, que funcionam no espaço ocupado, estão suspensas até o fim das manifestações. Uma reunião entre os estudantes e representantes da universidade chegou a ocorrer no sábado, mas de acordo com a assessoria de imprensa foi interrompida por conta "do tumulto promovido por um grupo de estudantes mais exaltados". A reitoria informou que pretende promover um novo diálogo, mas ainda não há uma data agendada.
O reitor da Unila, Josué dos Passos Subrinho, garantiu aos estudantes que os auxílios estudantis estão garantidos até o final do ano que vem. Já sobre a reativação da moradia estudantil, o reitor argumentou ser impossível, uma vez que a estrutura foi condenada pelo setor de Engenharia da Universidade. Subrinho adiantou que a Unila já iniciou o processo de construção de uma nova moradia, no mesmo terreno.
Pelo projeto, o novo prédio terá capacidade para abrigar 200 estudantes. A expectativa é que a licitação seja concluída até o final deste ano e que a obra seja concluída no meio de 2017. A universidade informou que os estudantes afetados foram assistidos com transferências para alojamentos ou subsídios financeiros.
Desde o início do ano, cerca de 40 estudantes se recusam a deixar o prédio condenado. Em abril, a universidade interrompeu o fornecimento de água para a moradia que, segundo nota oficial da universidade, registrou consumo dez vezes maior que outras sete unidades juntas. Os estudantes divulgaram apenas um informe e disseram que deverão conceder entrevistas nos próximos dias.


