Estudantes aprendem sobre a cultura indígena em oca improvisada dentro da Funai
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 13 de abril de 1999
Por Edson Luiz 
Brasília, 14 (AE) - Diariamente, cerca de 300 alunos de escolas públicas e particulares de Brasília estão conhecendo melhor a cultura indígena. Em uma oca improvisada em uma sala dentro do prédio da Fundação Nacional do Índio (Funai), um grupo de funcionários, liderados pela educadora Maria Aparecida Lélis Ferreira, estão desenvolvendo o projeto "Maloquinha da Leitura", que tem por objetivo principal estimular o debate sobre a causa indígena. "Nós estamos levando o índio até a comunidade", diz Aparecida, observando que o projeto chega a várias escolas da periferia do entorno de Brasília, onde os estudantes não tem condições de deslocarem até a sede da Funai. "Nosso objetivo é sair daqui para outras localidades brasileiras".
Criado há cerca de nove anos, somente agora o projeto está sendo colocado em prática. Mesmo assim, sem qualquer fonte de recursos. Todas as informações repassadas aos estudantes são feitas de forma precária. Além disso, eles contam com a ajuda dos próprios índios. Os alunos aprendem como os indígenas manuseam o arco e flecha, como compõem suas músicas e de que forma fabricam seus instrumentos.
Aprendem, ainda, os hábitos dos índios e a forma de como eles vivem dentro de uma oca. Além das orientações, os estudantes participam de encenações feitas pelos índios e pelos funcionários da Funai, que usam fantoches e fotos para mostrar os costumes de tradições de várias tribos brasileiras.


