Londrina - No início do ano, o estudante Luan Augusto Weigert, de 17 anos, decidiu deixar a escola estadual onde cursava o ensino médio regular por causa das constantes dispensas de aulas por falta de professores. Aprovado na seleção do Instituto Federal do Paraná (IFPR), em Londrina, ele mudou de escola para iniciar o ensino técnico na área de informática. Pouco tempo depois do início das aulas, a greve dos professores suspendeu as atividades e, mais uma vez, Luan se viu sem rotina na escola. A consequência é o desestímulo e o sentimento de incerteza. ''Quando mudei de escola, não imaginei que esse tipo de problema continuaria'', comenta.
A mãe do adolescente, a autônoma Francis Weigert, reforça as preocupações do filho. ''A reivindicação dos professores é válida, mas não pode chegar no ponto de prejudicar os alunos'', diz ela. O maior temor é que o estudante perca o ano ou, pior, avance para a série seguinte sem ter visto todos os conteúdos atuais.
Os dois reclamam, também, da falta de informações sobre as decisões com relação à manutenção do movimento ou retorno das atividades.(C.A.)

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