O estudante Rodrigo Favoreto Ca¤as Pissini, aluno do segundo ano de medicina da Pontinfícia Universidade Católica (PUC) de Sorocaba, no interior de São Paulo, de 20 anos, teve o corpo molhado com álcool e incendiado pelos colegas, durante uma espécie de maratona promovida pelos universitários na madrugada de sexta-feira. Ontem, ele continuava internado na Ala de Queimados do Hospital Regional de Sorocaba. As queimaduras de segundo e terceiro graus atingiram 24% da área total do corpo. Embora não corresse risco de vida, o estado dele era considerado grave pelos médicos que o atendem. O estudante terá de passar por cirurgia plástica para reduzir as sequelas.
Segundo a polícia, Pissini participava da ‘‘prova’’ promovida pelos estudantes, que consistia em percorrer um roteiro de repúblicas - apartamentos alugados pelos estudantes de medicinas -, tomando a maior quantidade possível de bebidas alcóolicas. O participante que caísse ou vomitasse era desclassificado da maratona. A polícia apurou que Passini estava deitado numa cama na República da Máfia, no bairro Vergueiro, quando acordou com o corpo em chamas.
Segundo o pai do aluno, o dentista Mário Ca¤as Pissini, outros três estudantes que moram nessa república foram os autores da ‘‘brincadeira’’. Um deles tirou as roupas do rapaz, outro espalhou álcool pelo corpo, até mesmo nas partes genitais, e o terceiro colocou fogo. ‘‘São psicopatas que estão na faculdade querendo ser médicos’’, desabafou.
O delegado do 3º Distrito Policial (DP), Luís de Souza Blaseck, vai ouvir hoje os três acusados, cujos nomes não foram divulgados. Eles podem ser processados por lesões corporais dolosas, pois teriam agido com a intenção de ferir, segundo o delegado. O diretor-geral do Centro de Ciências Médicas e Biológicas de Sorocaba, que mantém a faculdade, Hudson Hubner França, disse que o incidente está sendo avaliado pelo Departamento Jurídico das PUC, em São Paulo.

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