Estudante que matou a família é indiciado
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quarta-feira, 13 de janeiro de 1999
Edmilson Zanetti Agência Folha 
O estudante Vitor Alexandre dos Santos, 21 anos, pode ser condenado a 120 anos de prisão pelo assassinato da mãe, de um casal de tios e da avó. O delegado de Mirandópolis (605 km a noroeste de SP), Natanael Pinheiro da Silva, indiciou ontem o estudante por homicídio triplamente qualificado - motivo fútil, emprego de meio cruel e traição, sem chance de defesa. A pena para cada um dos crimes varia de 12 a 30 anos de prisão. Se forem julgados separadamente, e a condenação atingir a pena máxima, o tempo de prisão pode chegar a 120 anos.
A Constituição, no entanto, prevê que ninguém pode ficar preso por mais de 30 anos. A pena pode ser reduzida ainda se o Ministério Público ou a Justiça entender que as mortes caracterizam crime continuado.
Em dezembro, o estudante disse à polícia ter matado seus parentes para cumprir uma missão designada por vozes do além. Os crimes aconteceram na casa onde o estudante morava, em menos de seis meses. Primeiro ele disse ter matado a avó, Lucia Delai dos Santos, 72 anos, em maio do ano passado. Em outubro, foi a vez do tio José Carlos Crevelaro, 51 anos. Dez dias depois, em novembro, matou a tia Maria Terezinha dos Santos, 52 anos. Uma semana depois, matou sua mãe, Marli dos Santos, 50 anos.
Todos os crimes aconteceram por asfixia com saco plástico, conforme confissão do estudante e laudos da perícia. Preso temporariamente desde novembro, ele teve a prisão preventiva decretada na sexta-feira.


