Vitor Alexandre Ferreira dos Santos, de 21 anos, preso em Mirandópolis, a 615 quilômetros de São Paulo, sob suspeita de ter matado a avó, um casal de tios e a mãe, negou qualquer envolvimento com as mortes. em depoimento ao delegado Natanael Pinheiro da Silva, no sábado.
A mãe de Ferreira, Marli Delai, foi encontrada morta na sexta-feira, dia 13. O tio do estudante, José Carlos Crevelaro, de 53 anos, foi morto dia 28 de outubro, sua tia Terezinha Crevelaro, de 41 anos, em 09 de novembro. O corpo da avó do rapaz. Lúcia Delai, de 70 anos, foi encontrado em 5 de maio. As mortes foram tidas como ‘‘naturais’’ pela polícia.
Em depoimento , Ferreira reagiu indignado quando os policiais levantaram a suspeita de que era o autor dos crimes. ‘‘Vocês estão achando que matei minha própria mãe? Estão ficando loucos!’’, disse.
Segundo o delegado Pinheiro há indícios que apontam o estudante como suspeito Ao ser preso, no dia da morte da mãe, Vitor apresentava sinais de arranhões nos braços e tórax e manchas de sangue na roupa. A calça, a camiseta e o tênis que ele usava foram apreendidos para exames. A polícia recolheu ainda na casa amostras de alimentos e de um raticida. As vísceras dos dois últimos mortos foram enviadas para exames laboratoriais. A polícia suspeita de envenenamento.
O diretor da Escola Noêmia Dias Perotti, onde Ferreira faz o 3º ano do 2º grau, Manoel Veríssimo dos Santos, disse que ele é considerado um bom aluno. As notas são por conceito e todas estão entre ‘‘A’’ e ‘‘B’’. De acordo com Santos, Ferreira quase não falta às aulas e jamais se envolveu em brigas ou teve que ser advertido por causa de algum comportamento inadequado.

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