Estudante morre ao saltar de bungee-jump
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 04 de julho de 2005
Renato Alves<br>Agência Estado 
Ituverava- A estudante Letícia Santarem Amaro Rodrigues, de 20 anos, morreu anteontem em Araguari (MG), ao saltar de bungee jump. Ela sofreu uma queda de 50 metros ao saltar de um pontilhão ferroviário que faz a ligação entre os municípios de Araguari e Uberlândia, em Minas Gerais.
De acordo com o delegado regional de polícia de Araguari, Nilson Inácio Pereira, a estudante estava acompanhada do pai, o engenheiro agrônomo da Monsanto do Brasil, Líneo Amaro Rodrigues. Ela teria sido a primeira das cinco pessoas que realizariam o salto naquele dia. Segundo a polícia, a cinta que prendia a jovem teria se rompido no momento do salto.
O delegado afirmou que a aventura teria sido programada pelo instrutor Ricardo Nardim da Fonseca, que cobraria R$ 45 por cada salto. Ele teria uma empresa, ainda não identificada, que realiza constantemente este tipo de esporte radical na região. Segundo a polícia, o local escolhido para o salto também não era autorizado.
Ontem, o advogado Rodrigo Pereira da Silva, que se responsabilizou pela empresa, afirmou que o local onde aconteceu o acidente com a jovem é bastante frequentado pelos adeptos do esporte nos finais de semana. Ele admitiu que houve ''falha no equipamento de uma das fitas de segurança, justamente a que evita a queda livre''. Segundo Silva, ''foi uma fatalidade''.
A queda de Letícia foi filmada pelo pai que deverá entregar a fita a Polícia para as investigações. Após a queda, a estudante ainda foi levada com vida ao Hospital de Clínicas de Uberlândia, onde foram constatadas várias escoriações pelo corpo, além de traumatismo craniano e fratura de duas vértebras. Ela faleceu por volta das 15 horas. O corpo de Letícia foi levado para a cidade paulista de Artur Nogueira, onde seria sepultada ontem.
No final da tarde a prefeitura de Uberlândia informou que não existe qualquer empresa com o nome do instrutor Ricardo Nardim da Fonseca, considerando ilegal aquele comércio. Ricardo não foi encontrado em sua casa, em Uberlândia, para comentar o caso.


