Estudante foi violentada e torturada
PUBLICAÇÃO
sábado, 15 de novembro de 2003
Agência Folha 
São Paulo - A estudante Liana Friedenbach, 16 anos, morta com o namorado Felipe Silva Caffé, 19, em Embu-Guaçu, na Grande São Paulo, foi violentada e torturada pelos acusados de envolvimento na morte do casal, segundo afirmaram policiais da Delegacia Seccional de Taboão da Serra, que investigam o crime. O resultado do laudo pericial sobre o estupro, no entanto, ainda não foi concluído.
Segundo a polícia, o adolescente R.A.C, 16, o Champinha, apontado como o líder do grupo, ''idealizou o abuso contra Liana, oferecendo-a aos outros comparsas''. Felipe morreu com um tiro na nuca, provavelmente no último dia 2. Liana permaneceu com os acusados por mais alguns dias, até ser morta a facadas.
Ainda segundo a polícia, Champinha foi o responsável por matar Liana e ajudou Paulo César da Silva Marques, 32, o Pernambuco, a matar Felipe. Além de Pernambuco e de R.A.C., estão detidos Antonio Matias de Barros, 48, Antônio Caetano Silva, 50, e Aguinaldo Pires, 41.
Para o advogado Ari Friedenbach, pai de Liana, todos os que cometem crimes, independentemente da idade, devem estar sujeitos às punições previstas no Código Penal. ''Não sou a favor da redução da maioridade penal para 16 anos. Estão colocando o número 16 como se ele tivesse alguma razão de ser, sendo que na Febem têm homicidas com 15, 14 e até 12 anos. Defendo que quem cometeu um crime tem que cumprir pena, em qualquer idade.''
Ele se disse disposto a liderar uma campanha e a levar a discussão ao Congresso. Também criticou o ministro Nilmário Miranda, da Secretaria Especial de Direitos Humanos, por ser contra o projeto de redução da maioridade penal. ''Ele tem a opinião pessoal dele, que pouco importa. Ele deve ouvir a opinião da população.''
Acidente A queda de um helicóptero a serviço da Petrobras, quinta-feira, dentro da floresta amazônica, matou duas pessoas e deixou outras quatro feridas. O acidente ocorreu próximo a uma base da estatal.
Segundo informações repassadas pela assessoria de imprensa da companhia, a aeronave caiu logo após decolar de uma área de apoio de operações, por volta das 19 horas, no horário de Brasília, na província petrolífera de Urucu. A equipe que trabalhava no local, um funcionário da Petrobras e outros quatro de uma empresa prestadora de serviço, fazia pesquisas para apurar possíveis ocorrências de petróleo no subsolo. Morreram o geofísico Henrique Otávio Poll, da estatal, e o topógrafo Rosivaldo Aguiar Costa, da empresa SDR. Costa chegou a ser levado para a base de Passarinho, local perto do ponto do acidente, mas não resistiu aos ferimentos.


