Estudante fala em preconceito
Marta Rezende, 22 anos, é estudante do quarto ano de Pedagogia na Universidade Estadual de Londrina (UEL). Quando formada, pretende dar aulas nos primeiros anos do Ensino Fundamental. "Escolhi (o curso) por admirar as professoras que tive na minha formação, pelo desejo de ser professora", relata.
Ela diz que conhecidos criticam essa opção. "Tenho parentes que falam que é loucura, no meio em que a gente está, que há alunos violentos... Há um preconceito. Também falam muito dos salários", afirma a estudante.
Nívea Marques Costa Serpeloni, 33 anos, aluna do terceiro ano na UEL, conta que já havia feito o curso de magistério e que quando entrou na Pedagogia tinha o objetivo de dar aulas para estudantes entre a primeira e a quarta série do Ensino Fundamental. Mas hoje tem se interessado mais por atuar na pesquisa.
Ela faz algumas considerações sobre o ambiente que observa no curso de Pedagogia. "O que vejo é uma maioria de meninas muito jovens, que estão em dúvida sobre o que querem. Sem querer generalizar, mas são poucas as que têm preocupação com uma formação continuada", aponta.
A direção do curso de Pedagogia da UEL informou que todas as vagas em turmas novas têm sido preenchidas, e que a taxa de evasão ao longo do curso está dentro da média das graduações de meio período da universidade. (F.G.)






