O estudante Adriano de Paula Filho, de 15 anos, foi morto anteontem, às 18h50, com 20 tiros em frente da escola onde cursava a 7ª série. O principal suspeito do crime, o estudante F.J.P., de 16, está foragido. Como vingança, horas depois, o pai do adolescente, o pedreiro José da Costa Passos, de 47, foi assassinado com cinco tiros, em Santana do Parnaíba, Grande São Paulo.
Isso tudo só aconteceu porque o posto da Polícia Militar da cidade não teria acreditado numa informação dada por uma tia de Adriano. Ela avisou que F.J.P. e seus amigos iriam vingar-se de alguns alunos na entrada do período noturno.
A escola estadual fica em um bairro conhecido como Buracão. Para trazer os estudantes, a escola possui dois microônibus. Foi em um desses veículos que a briga começou na quinta-feira. O motivo da confusão foi uma pisada no pé de F.J.P. dado por um amigo de Adriano. Os dois teriam discutido e Adriano, apartado a briga. Quando desceram do veículo, F.J.P e alguns amigos teriam agredido Adriano. A surra foi interrompida por professores. Mesmo assim, segundo a polícia, F.J.P. ameaçou matar Adriano.
Anteontem, parentes de Adriano convenceram-no a não ir às aulas. Mas ele resolveu visitar a namorada, Janaína Padilha, que mora perto da escola. Um carro parou ao lado de Adriano, um Gol ou um Passat. Dele teria descido F.J.P., armado com uma pistola semi-automática calibre 380. Após os disparos, o acusado entrou no carro, onde permaneciam outros quatro rapazes.
Por volta da 0h40 de ontem, na mesma rua onde fica a escola, dois homens chegaram a casa número 65, chamando por F.J.P.. Ali moravam o estudante, seus dois irmãos e o pai deles, o pedreiro José. Não o encontraram, mas depararam com o pedreiro. ‘‘Os assassinos usaram uma espingarda e um revólver calibre 38. Um dos tiros foi à queima-roupa’’, disse o delegado Waldecy José Vencio. ‘‘Não tenho dúvida de que os crimes estão ligados’’, disse ele.

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