Foz do Iguaçu, PR, 23 (AE) - A estudante Liana Almudi, de 13 anos, foi morta por estrangulamento após supostamente ser vítima de violência sexual, ontem (22), em Foz do Iguaçu (PR). O crime ocorreu em um matagal próximo ao Clube do Cavalo - associação hípica mantida por funcionários da Hidrelétrica de Itaipu, onde a garota praticava hipismo.
A estudante foi assassinada no final da tarde, quando ia a uma chácara pertencente a seu pai, o técnico em informática da Itaipu Binacional, Nilson Almudi, para apanhar a égua com a qual treinava equitação. Seu corpo foi encontrado às 20 horas, com afundamento da testa e sinais de espancamento nos olhos e no nariz. Estava sem camiseta e com a calcinha e a calça jeans abaixadas. Um suspeito de ter praticado o crime foi preso hoje. Seu nome não foi divulgado. Até o começo da noite, dez pessoas já haviam sido ouvidas pelo delegado Cláudio Kikuchi, responsável pelo caso.
Segundo laudo do Instituto Médico Legal (IML), a causa da morte foi estrangulamento e traumatismo crâniano. O material colhido no cadáver foi enviado para exame no laboratório central do IML do Paraná, em Curitiba, para comprovar se houve estupro. O resultado será divulgado amanhã (24).
Liana morava com a família - os pais e um irmão, de 15 anos - na Vila B de Itaipu, um conjunto residencial de alto padrão, onde vivem funcionários graduados da hidrelétrica, principalmente engenheiros e técnicos. O bairro possui segurança própria e guaritas nas vias de acesso. O clube hípico fica a cerca de dois quilômetros do bairro, em uma região desabitada e com muitas áreas de matas.

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