Estudante é ferida com golpes de canivete por colega de classe, em SP
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terça-feira, 29 de junho de 1999
Por Natalie Antar, especial para a AE 
São Paulo, 30 (AE) - A estudante S.T.C.P., de 16 anos, foi ferida com dois golpes de canivete pelo colega de classe T.P.C.B, de 15 anos. A agressão aconteceu na noite de ontem (29)
a poucos metros da Escola Estadual de Primeiro Grau Doutor Edmundo de Carvalho, na Lapa, zona oeste de São Paulo, onde os dois adolescentes cursam a 7.ª série.
Com perfurações no peito e abdome, a adolescente foi levada pela polícia ao Hospital e Maternidade Sara, no Rio Pequeno, também na zona oeste. Ela passou por uma cirurgia na manhã dehoje. Segundo a família da estudante, seu estado é delicado.
Eram 22h40, horário de saída dos alunos no período noturno. Como faz todos os dias, a estudante S. voltava a pé para casa, acompanhada de mais uma aluna e do estudante apontado como o agressor. "Houve uma briga entre dois alunos e minha filha foi tentar separar e defender a menina", disse a mãe de S., a vendedora Fátima Pedroso, de 36 anos. "T. tirou o canivete do bolso e feriu a minha filha, que teve o estômago perfurado.""A outra estudante conseguiu proteção em um hotel, pois o garoto queria pegá-la também", comentou Fátima.
Perseguição - Uma policial da PM que estava em um ponto de ônibus viu o tumulto e perseguiu o garoto, que foi agarrado após 200 metros. De acordo com a polícia, T. não reagiu e, imediatamente, entregou o canivete que contém uma lâmina de aproximadamente 10 centímetros. O objeto estava escondido no bolso de sua calça.
O caso foi registrado no 7.º Distrito Policial, na Lapa, na zona oeste. T. foi encaminhado para o SOS Criança. O canivete foi apreendido pela polícia. O estudante disse à polícia que agrediu S., porque apanhou dois dias seguidos da garota na saída da escola.
Fiscalização - De acordo com a mãe da estudante agredida
a escola deveria ter um detector de metais, além de um maior policiamento. "Isso evitaria que alunos entrassem armados na escola, pois isso não pode acontecer", afirmou Fátima, que disse ainda não saber se vai tirar a filha da escola. "Esperei oito meses na fila para conseguir uma vaga na escola considerada modelo aqui na região e acabou nisso", diz. "Agora, sinceramente, eu não sei o que vou fazer, estou apenas pensando na recuperação da minha filha", disse a vendedora. "Se ela continuar na escola vou levá-la e buscá-la todos os dias."


