Para o estudante Hêider Pinto, membro da Direção Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina (Denem), o anúncio do fechamento dos três cursos da carreira está carregado de uma certa hipocrisia. ‘‘Há toda uma pirotecnia para fechar, mas ao mesmo tempo continua-se a abrir escolas sem critérios’’, afirmou. Pinto ainda desqualificou as avaliações do MEC, afirmando que tanto o Provão como a Avalição de Condições de Oferta não foram validados. ‘‘Eles têm defeitos técnicos e metodológicos que o próprio ministério está discutindo com representantes dos cursos’’, disse o estudante.
A presidente da Cinaem, Regina Stella, entende que é errado
submeter os cursos de medicina à renovação do reconhecimento com base apenas em um resultado do Provão e não em três, como nas demais áreas. ‘‘Outras profissões lidam com pessoas com o mesmo risco que a medicina’’, disse ela, referindo-se, como exemplo, aos engenheiros responsáveis por obras que desabam. (A.E.)

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