Lúcio Flávio Moura
De Foz do Iguaçu
Especial para a Folha
Será sepultado hoje o estudante argentino Walter Javier Ronchi, 23 anos, morto no final da tarde de anteontem durante um assalto próximo a Ponte Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu a Puerto Iguazu, na Argentina.
Ronchi e mais dois amigos - o comerciante Juan Manuel de Vega, 24 anos; e o estudante Esteban Mauricio Bastos, 23 anos - foram abordados por dois homens armados quando caminhavam com destino a Puerto Iguazu, de onde seguiriam viagem até Mar del Plata (litoral norte da Argentina), cidade em que residiam.
O turista argentino foi atingido com uma bala à queima-roupa no peito, depois de reagir a um disparo para o alto feito por um dos assaltantes. Ronchi foi socorrido por patrulheiros da aduana do lado argentino e levado ao Hospital Samic, em Puerto Iguazu, onde já chegou sem vida. Os dois assaltantes fugiram sem deixar pistas, roubando apenas a mochila de viagem do estudante.
A Polícia Civil está procurando um suspeito do latrocínio: um homem moreno de 1,85 metro e de cabelos pretos e ondulados, aparentando 25 anos.
A descrição foi feita por Vega e Bastos, que não souberam apontar as características do outro assaltante. Os turistas não reconheceram nenhum suspeito apresentado nas fotos de arquivo da polícia.
Os dois estudantes disseram que estavam retornando de uma temporada de duas semanas no Rio de Janeiro. Os três desembarcaram na rodoviária de Foz do Iguaçu e, com pouco dinheiro, desistiram do táxi que os levaria até Puerto Iguazu.
Juan Manuel, Esteban e Walter preferiram embarcar em um ônibus urbano que só chega até o trevo de acesso à Argentina, a 500 metros da ponte. O trecho fica na região do Porto Meira, uma das mais violentas de Foz do Iguaçu.

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