Jundiaí, SP, 02 (AE) - O professor de inglês Alexandre Amorin, de 27 anos, está sendo acusado pela estudante de veterinária B.M, de 21 anos, de sequestro, estupro e cárcere privado. Ambos são de Jundiaí. No dia 25 ele teria dominado a jovem em São João da Boa Vista, onde ela estuda. Alexandre planejou cada detalhe, até mesmo a morte da garota, registrados em sua agenda. Ele alugou uma casa na estrada Poços de Caldas - Belo Horizonte para servir de cativeiro, um carro para o sequestro e avisou a família um mês antes que estaria nos Estados Unidos. Seria um álibi.
Amorin sugeriu a B.M que escolhesse como morreria: anestesiada, envenenada ou asfixiada. Mas a estudante convenceu o professor a soltá-la e chamou a polícia. Ela contou que no domingo o rapaz - com quem saiu algumas vezes em Jundiaí - bateu na porta de sua casa avisando ser o entregador de flores. Ao abrir a porta foi dominada pelo rapaz, que usava uma máscara de monstro. Ele a levou para uma casa em Minas Gerais onde ela teria sido amarrada, amordaçada e violentada.
Amigos da jovem estranharam sua ausência nas aulas e foram até sua casa. Lá encontraram a porta aberta e as luzes acesas. Então, resolveram avisar a polícia e os pais de B., em Jundiaí. Uma amiga procurou Amorin, mas a família dele informou que ele estava na Califórnia, nos Estados Unidos.
B. disse que só conseguiu fugir na sexta-feira, quando convenceu Amorim de que não avisaria a polícia.O professor colocou a estudante em um ônibus de Belo Horizonte para Poços de Caldas. Quando ele sumiu de vista, ela desceu e procurou a polícia. Amorim foi preso com US$ 3.150 . Ele estava com seu passaporte e pretendia ir para os Estados Unidos. Na agenda Amorin descreveu como organizou tudo, comprando revólver, algemas, roupas pretas, luvas, máscara de monstro, ácido muriático e anestésico.
A família de B. informou à imprensa que teve de mudar o número de telefone três vezes porque Amorin ligava com muita frequência à procura de B. O rapaz foi levado para a Cadeia Pública de São João da Boa Vista, onde vai aguardar julgamento.

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