São Paulo, 21 (AE) - A Justiça ouviu hoje seis testemunhas de acusação no processo em que o sextanista de medicina Mateus da Costa Meira, de 24 anos, é acusado de ter assassinado em 3 de novembro, a tiros de submetralhadora, três pessoas e ferido outras cinco no cine 5 do Morumbi Shopping. Com a arma que levou para o shopping em uma bolsa de náilon, Meira deu um tiro no espelho do banheiro do cinema. Em seguida dirigiu-se à sala de projeção e começou a atirar na direção da platéia que assistia ao filme "Clube da Luta".
Morreram Herm Luísa Jatobá Vadasz, Júlio Zemaitti e Fabiana Lobão Freitas. A audiência, no 1.º Tribunal do Júri, no complexo judiciário da Barra Funda, foi presidida pelo juiz José Ruy Borges Pereira. Das testemunhas, quatro pessoas que estavam na platéia contaram ter visto Meira atirando "sem parar". Lembraram que ele foi desarmado por espectadores e entregue à polícia. As outras duas foram motoristas de táxi que trabalham no ponto ao lado do hotel onde Meira se hospedou dias antes do crime.
Um deles levou o estudante para a zona sul, onde Meira foi pegar a metralhadora. O outro levou Meira para o shopping no dia do crime. Na Avenida Luís Carlos Berrini, o estudante, nervoso, pagou a corrida e resolveu fazer a pé o restante do trajeto. Segurança - O esquema de segurança foi reforçado. Participaram da audiência o promotor Norton Geraldo Rodrigues da Silva e o advogado de defesa Eduardo Pizarro Carnelós. Eram 11 as testemunhas arroladas pela acusação, mas apenas 6 foram ouvidas. Meira e o outro acusado de participação no crime, o mecânico Marcos Paulo Almeida dos Santos, de 25 anos, que lhe vendeu a arma por R$ 5 mil, acompanharam os depoimentos de cabeça baixa.
Mais magro, Meira foi transferido na semana passada do distrito policial de Vila Prudente para o 77.º DP, em Santa Cecília. As testemunhas de defesa serão ouvidas em 4 de fevereiro. (Renato Lombardi)

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