Curitiba - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criou 15 instituições federais e mais de cem campus no Interior do Brasil por meio do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), lançado em 2007. O número de vagas passou, segundo os dados do MEC, de 121 mil em 2003 para 169 mil em 2009. Entretanto, tanto as estruturas das instituições quanto a quantidade de docentes não avançaram na mesma medida, apontou o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN).
''Se o próprio governo admite que há uma defasagem de 19.569 professores para as universidades, sendo 5.764 para atender a demanda criada pelo Reuni, como ele imagina que as universidades poderão iniciar o semestre letivo com apenas 3 mil professores temporários, que nem terão a oportunidade de se inserir em um verdadeiro projeto acadêmico?'', questiona o 1º vice-presidente do Andes-SN, Luiz Henrique Schuch.
Para os representantes das universidades federais no Estado, o problema deve ser contornado neste início de ano letivo, com a garantia de que os alunos não terão atrasos nas aulas ou cancelamentos de disciplinas. De acordo com Vilson Ongaratto, assessor de Desenvolvimento Institucional da UTFPR, a expectativa é de que até o segundo semestre a aprovação do PL 2341/2011 seja concluída, com a criação de novos cargos efetivos.
''É necessário para qualquer instituição, pois a grande maioria apresenta uma defasagem no seu quadro, mas no momento não estamos com problemas de professores. Temos um número considerável de profissionais, inclusive aqueles remanescentes das contratações temporárias do ano passado (228) que tiveram os contratos renovados. Então, sem dúvida, as aulas vão começar normalmente'', disse.
Segundo a pró-reitora de Gestão de Pessoas da UFPR, Larissa Martins Born, a instituição aceitou a proposta do governo federal, ainda em 2007, de ampliar suas vagas por meio do Reuni, e agora aguarda que o governo faça a sua parte. A instituição poderá contratar cinco profissionais provisoriamente a partir de março que, segundo a pró-reitora, dão conta da demanda. Mas como pensam administradores de todas as demais unidades do País, destaca ela, ''seria melhor se aumentasse a quantidade de docentes efetivos''.(R.C.J.)

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