Estrutura diferente do resto do mundo
O Brasil tem uma estrutura energética bastante diferenciada da do resto do mundo. Embora ocupe apenas a décima segunda posição entre os maiores consumidores de energia primária, perde apenas para o Canadá na geração através de água (hidrelétricas).
No Brasil, o petróleo respondeu por 63,6% da energia primária em 2000 e as hidrelétricas por 19,7%. As outras fontes de energia têm participações residuais: 9,2% para o carvão, 6,4% para o gás natural e 1,1% de energia nuclear.
No mundo, pelos dados da BP, o petróleo respondeu por 40% da energia primária consumida em 2000, vindo a seguir, em posições quase iguais, o carvão (25%) e o gás natural (24,7%). A energia nuclear respondeu por 7,6% de toda a energia consumida no mundo.
Os dados da BP mostram que apenas dois países dependem mais da água como geradora de energia do que o Brasil: a Noruega e a Islândia.
A hidreletricidade representa 47,3% da energia primária da Noruega e 31,3% na Islândia.
O Canadá tem o maior parque gerador por hidrelétricas do mundo e consumiu 30,8 milhões de barris equivalentes de petróleo em 2000, enquanto o Brasil demandou 26,2 milhões de barris equivalentes de petróleo.
Os Estados Unidos e a China, que ocupam a primeira e segunda posições no ranking de consumo global de energia primária, ficaram na terceira e quarta posições quando a fonte é hidrelétrica, com consumo, respectivamente, de 23,4 milhões e 19 milhões de barris equivalentes de óleo na geração de energia em 2000.
As fontes básicas nos Estados Unidos são o petróleo (39,4%), o gás natural (25,8%) e o gás natural (24,8%), seguido pela energia nuclear (9%) e apenas 1% de energia gerada pela água.
A China, segundo maior mercado, depende basicamente do carvão para a geração de energia (63,8%), seguido de petróleo (30,1%), gás natural (3,0%), hidrelétricas (2,5%) e energia nuclear.





