O que a rotina de um tenista, uma costureira e um digitador têm em comum? Aparentemente nada, mas todos eles passam o dia repetindo movimentos, devido às suas atividades profissionais. Por conta da repetição, os três estão expostos a considerável risco de sofrer LER (lesão por esforço repetitivo).
  Mas a repetição não é o único fator que causa LER. O surgimento dessas lesões depende também da postura que a pessoa mantém enquanto trabalha, dos intervalos periódicos que ela faz, da rotina de atividades físicas que ela pratica e até da disposição com que ela encara o desempenho da função.
  ‘‘Quando a pessoa não gosta do trabalho que faz, pode ser que o corpo manifeste esse descontentamento, que a princípio é uma questão psíquica, por meio da dor, da LER’’, conta o ortopedista Ricardo Nahas. Quem gosta da função que desempenha tem prazer em trabalhar e está menos sujeito a esse tipo de problema.
  Mas, embora o estresse profissional possa acelerar as lesões, a repetição sem intervalos e a postura inadequada são os principais problemas. ‘‘Quem passa o dia repetindo o mesmo exercício precisa fazer intervalos’’, recomenda o ortopedista Luis Fernando Machado. ‘‘O ideal é que, a cada 50 minutos de trabalho, a pessoa descanse por outros dez.’’

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