Estrela espera crescimento de 25%
São Paulo, 02 (AE) - O ajuste cambial , que encareceu os importados, o investimento em lançamentos e a atuação em novas áreas levam o presidente da Estrela, Carlos Tilkian, a esperar um retorno de vendas para o Dia da Criança acima da média dos concorrentes. "Nossa expectativa é de um crescimento de 25% em relação ao mesmo período do ano passado", diz.
A Estrela, líder no segmento no País, está lançando 150 produtos e investindo em divulgação R$ 15 milhões ante os R$ 11 5 milhões de 1998. Do total previsto de crescimento, 5% é na área de puericultura, em que a empresa passou a atuar com a comercialização de produtos para bebês. "Definimos do ponto de vista estratégico que nosso mercado não é apenas de brinquedos, mas de crianças", diz Tilkian.
Outras empresas, embora prevendo crescimento mais modesto, esperam desempenho acima ou igual ao ano passado. A Gulliver conta com um aumento de vendas de 10%, enquanto a Glasslite, Grow e a Baby Brink têm a expectativa de no mínimo repetir o resultado do ano passado. A Mattel, que importa 80% dos seus produtos da ásia, mesmo com a alta do dólar espera crescer cerca de 10%. "Não repassamos toda a alta cambial para os preços e reduzimos margens", diz o diretor de Marketing da empresa, Marcello Pesce. Segundo ele, a correção dos preços ficou em torno de 35%, quando deveria ser de 60%.
O varejo deixou as encomendas para a última hora, foi cauteloso nas compras, mas acredita num bom desempenho devido ao grande número de lançamentos da indústria e ao fato de Mappin, Mesbla e Brasileiras terem fechado. Segundo varejistas, essas lojas ficavam com uma fatia de 18% do setor e este mercado foi redistribuído.
A Associação Brasileira dos Revendedores de Brinquedos (Abreb) é conservadora. "Devemos crescer cerca de 5% em relação ao Dia da Criança anterior", diz o presidente da entidade, Nadim Libos. Para aumentar vendas os lojistas estão fazendo parcerias com empresas de cartão de crédito, como a Ri Happy e facilitando financiamentos, como as Lojas do Gugu. A maior procura, acreditam, será por brinquedos que custem no máximo R$ 30,00.





