Estratégia vai garantir acesso às favelas no Rio
No Rio de Janeiro, para garantir o acesso dos recenseadores ao maior número de domicílios possível, a Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) inovou no processo de seleção para a pesquisa nas 522 favelas do Estado: destacou 960 vagas no concurso para moradores dos morros e comunidades pobres.
Os recenseadores entrevistarão seus próprios vizinhos e, com a ajuda das associações de moradores, terão mais facilidade para chegar em qualquer ponto, até os que possam estar sob domínio do tráfico.
Temos uma rotina de pesquisas domiciliares nessas comunidades e em geral as pessoas são muito receptivas, são raros os casos de resistência ou algum impedimento, diz o coordenador estadual do censo no Rio, Romualdo Resende.
Segundo Resende, no concurso para o censo houve candidatos de todas as favelas. Muitas vezes, é mais fácil trabalhar nas comunidades do que em condomínios fechados, comenta o coordenador.
Para edifícios e condomínios, onde muitas vezes há resistência dos moradores, por medo de assaltos, a estratégia é outra. Os síndicos e administradores receberão uma carta do IBGE informando os dias em que as casas e apartamentos serão visitados pelos recenseadores. (A.E.)





