Londres, 12 (AE-AP) - A cotação do barril de petróleo do tipo Brent para entrega em agosto registrou hoje um ganho de 1,15% em relação à de sexta-feira, avançando de US$ 18,22 para US$ 18,43 na Bolsa de Metais de Londres.
Essa tendência de alta, segundo o ministro da Energia da Arábia Saudita, Ali Naimi, deve manter-se nos próximos meses, dado o êxito do acordo de redução das exportações firmado por 11 países produtores.
Para Ali Naimi, é provável que o preço do petróleo volte ao nível dos US$ 20 o barril nos próximos meses, uma cotação bem distante dos US$ 10 cobrados em fevereiro para o mesmo produto no mercado londrino. Conforme o ministro, a Rússia é a única nação que está violando o sistema de cotas acertado em março entre os integrantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e os representantes dos produtores não-membros do cartel, como México, Noruega e Omã.
O sucesso da campanha para elevar a cotação do produto foi tão grande que o ministro já admite a possibilidade de rever ou, pelo menos, relaxar a fiscalização no cumprimento das cotas, de modo a assegurar a oferta e o que ele considera o preço ideal do produto. Na avaliação dos sauditas, a cotação "ótima" do petróleo deve ficar entre US$ 18 e US$ 20 o barril.
A grande surpresa de hoje foi a expressiva alta na cotação do alumínio no mercado internacional. O metal atingiu o maior preço em 14 meses, registrando ganho de quase US$ 30 em relação à cotação de sexta-feira, enquanto a onça troy (31,10347 gramas) de ouro recuava ainda mais, passando de US$ 256,90 para US$ 255 50, superando a menor marca dos últimos 20 anos.
No mercado aberto, o preço do alumínio foi negociado por US$ 1.445 a tonelada, US $ 29,50 acima da cotação da sexta-feira. Os operadores estão preocupados com o impacto potencial de uma redução no fornecimento de matérias-primas para a fabricação de alumínio, principalmente para a empresa russa Brastsk, uma das maiores do mundo no setor.

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