Estratégia da base aliada a Pitta dá errado e beneficia oposição
Estratégia da base aliada a Pitta dá errado e beneficia oposição16/Mar, 21:03 Por Denise Carvalho São Paulo, 16 (AE) - A estratégia armada pela base aliada ao prefeito de São Paulo, Celso Pitta (PTN), comandada pela vereadora Mirian Athié (PMDB), para impedir a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) com o objetivo de apurar as denúncias de corrupção na Prefeitura, deu errado e beneficiou a oposição. A manobra permitirá à oposição pôr em votação na terça-feira (21) a instalação da CPI do Frangogate, que envolve Pitta, o padrinho político dele, o ex-prefeito Paulo Maluf (PPB) e a primeira-dama Nicéa Pitta, ex-mulher do prefeito. A manobra da situação consistiu em votar a preferência de outras CPIs que estavam engavetadas. Mirian listou, então, cinco CPIs - das 21 que estão na fila para entrar em votação na Câmara -, deixando por último a comissão que apura as denúncias da primeira-dama. Os partidos de situação tentaram recuar, mas a oposição conseguiu 27 dos 28 votos necessários para emplacar a votação da CPI do Frangogate, a primeira da lista de Mirian. Isso permitirá na terça-feira, uma nova discussão para pôr em votação a CPI do Frangogate. Se 28 vereadores votarem a favor, a CPI do Frangogate será instalada. Caso a votação for derrubada, o plenário deve discutir a instalação da segunda CPI da lista de Mirian, que vai apurar as denúncias de corrupção no Centro de Apoio Social e Atendimento (Casa). "A situação quer inviabilizar a votação para a instalação da CPI da Prefeitura; mas nós vamos conseguir aprová-la", declarou o vereador Carlos Neder (PT). A CPI do Frangogate pretende apurar denúncias de irregularidade na aquisição de frango em pedaço congelado, leite em pó integral para o programa Leve-Leite, açúcar refinado e pão para cachorro-quente, entre outras. Se for instalada, a CPI deverá ser composta por 9 membros, com duração de 90 dias, para apurar irregularidades realizadas entre 1993 e 1997 pelas Secretarias de Administração e de Abastecimento da Prefeitura. Compareceram à sessão plenária de hoje 51 vereadores, do total de 55. As 220 cadeiras destinadas ao público foram ocupadas por estudantes favoráveis ao impeachment e munícipes contrarios à instalação da CPI da Prefeitura. As discussões no plenário foram bastante exaltadas. Antes do encerramento da sessão, os vereadores da oposição, de mãos dadas, comandaram o público cantando o ''Hino Nacional Brasileiro''. Para aprovar a instalação da CPI da Prefeitura, a oposição conta apenas com 23 dos 28 votos necessários. Caso ela seja aprovada, os vereadores precisarão emplacar 33 votos para que a Câmara aceite o pedido de impeachment, se forem comprovadas as denúncias contra Celso Pitta. Para a cassação dos direitos políticos do prefeito paulista, serão necessários 37 votos dos 55 vereadores.





