Estrangeiros ilegais são procurados em escolas e prédios
Maria Tereza Boccardi
De Foz do Iguaçu
Especial para a Folha
A Polícia Federal vai estender a escolas particulares e prédios de luxo de Foz do Iguaçu a fiscalização aos estrangeiros que vivem clandestinamente no País. O delegado Eudes da Silva Carneiro está enviando ofícios aos estabelecimentos para que síndicos e diretores informem ao órgão os nomes e os números das carteiras de estrangeiros das pessoas que moram ou estudam nesses locais.
O objetivo é tentar impedir a permanência ilegal de estrangeiros na cidade. Segundo Carneiro, as informações obtidas serão cruzadas com os registros arquivados nos computadores da PF. Há muitos estrangeiros que até têm o direito de permanência e não estão legalizados, afirma. Segundo ele, se algum aluno estiver irregular o próprio colégio poderá ser responsabilizado. Segundo dados da delegacia, vivem na cidade 8.300 estrangeiros legalizados. Segundo o delegado, a mesma operação pode ser realizada em outros municípios da região, como Toledo, Cascavel e Marechal Cândido Rondon. Além de Foz, a delegacia abrange outros 70 municípios.
Quando são identificados estrangeiros ilegais, primeiro a PF faz uma notificação de clandestinidade. Se a situação não for regularizada, o estrangeiro pode ser deportado e até expulso do País. Além disso, ele ainda está sujeito ao pagamento de multas que variam de 77 a 777 Ufirs (entre R$ 75 e R$ 760,00).





