O diretor de Concessões e Operações do DNER, Lívio Rodrigues de Assis, informou que está praticamente tudo pronto para a divulgação no próximo dia 16 de outubro do edital com as concessões rodoviárias para 2001. ‘‘Estamos recebendo várias comitivas de grupos interessados da Itália, Espanha e Canadᒒ, disse Assis à Agência Estado.
Pela primeira vez, o governo brasileiro abriu a participação de investidores estrangeiros para a disputa das concessões rodoviárias. Esses grupos poderão entrar em consórcio com empresas brasileiras ou sozinhos. O diretor do DNER disse que fundos de pensão, construtoras e bancos estrangeiros estão muito interessados no mercado brasileiro.
O prazo de concessão das rodovias é de 25 anos e ganhará a licitação quem oferecer tarifas menores. Serão privatizadas as operações das rodovias que ligam São Paulo a Curitiba (BR-116), o trecho entre Curitiba e Florianópolis, além da rodovia Fernão Dias (BR-381), que liga São Paulo a Belo Horizonte.
O pedágio de cada posto, segundo Lívio de Assis, deverá ser em torno de R$ 3,00. ‘‘Nossa intenção é beneficiar o consumidor com pedágios menores’’, explicou Assis. O diretor do DNER participou hoje da Conferência Internacional sobre Eficiência Energética, no Rio, patrocinado pela Petrobras.
No mesmo seminário, João Eudes Touma, secretário executivo adjunto do Programa Nacional da Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e do Gás Natural (Conpet), coordenado pelo Ministério de Minas e Energia e operacionalizado pela Petrobras, disse que o programa poderá gerar uma economia no curto prazo de cerca de US$ 1 bilhão por ano com pequenas medidas de racionalização. E se forem implementadas novas medidas para evitar desperdício de energia, a economia poderá ser de mais de US$ 1 bilhão por ano.
Uma das idéias em estudo seria lançar uma espécie de selo de economia dos automóveis brasileiros, em conjunto com a indústria automobilística. Reuniões sobre o assunto deverão ser realizadas nas próximas semanas. ‘‘O consumidor poderia avaliar se aquele carro é ou não econômico do ponto de vista do combustível’’, disse João Eudes Touma. Esse selo já é utilizado, por exemplo, na indústria de eletrodomésticos, em fogões e geladeiras.

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