Jacarta, 22 (AE-REUTERS) - Dezenas de estrangeiros deixaram hoje (22) as ilhas do arquipélago das Molucas, onde os confrontos entre católicos e muçulmanos já mataram pelo menos 45 pessoas
Cerca de 40 turistas, a maior parte americanos e britânicos, voaram hoje para a cidade australiana de Darwin, dizendo que a violência na ilha de Ambon (localizada no arquipélogo das Molucas), 2.300 quilômetros de Jacarta, tornou o lugar muito perigoso.
Segundo os turistas, eles decidiram deixar as ilhas antes que fosse tarde. "Houve confronto, incêndios, pessoas morrendo", disse um deles à uma rede de televisão australiana.
Em Jacarta, o presidente B.J. Habibie pediu unidade. "É muito importante manter a unidade nessa época de reformas. Nós não devemos cair nas armalhidas dos rumores que podem colocar uma raça, religião e etnia contra outra", disse o presidente. "Estes incidentes deveriam servir para aumentar a nossa consciência, não o nosso preconceito", acrescentou.
O chefe das Forças Armadas, general Wiranto, e o chefe da polícia, tenente-general Roesmanhadi, voaram para Ambon para um econtro com líderes locais e levar alimento para os 3 mil residentes que ainda estão abrigados em áreas militares e da polícia.
A polícia afirma que 45 pessoas morreram e dezenas ficaram seriamente feridas nos confrontos desta semana, os mais sangrentos desde os distúrbios de maio em Jacarta, que resultaram na morte de cerca de 1.200 pessoas.

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