Cu­ri­ti­ba - Com a re­to­ma­da por agen­tes fe­de­rais do con­tro­le de 3,4 mil qui­lô­me­tros de es­tra­das fe­de­rais do Pa­ra­ná, ini­cia­da on­tem, tan­to a Po­lí­cia Ro­do­viá­ria Fe­de­ral (PRF) co­mo a Es­ta­dual (PRE) ga­ran­tem que ­irão aper­tar o cer­co aos mo­to­ris­tas in­fra­to­res. O ­maior ri­gor na fis­ca­li­za­ção de­ve vir com a che­ga­da de 300 po­li­ciais fe­de­rais de ou­tros es­ta­dos e a rea­lo­ca­ção de ­igual efe­ti­vo da PRE pa­ra as de­mais es­tra­das es­ta­duais.
  Os pri­mei­ros tre­chos, que até en­tão ­eram fis­ca­li­za­dos pe­lo Ba­ta­lhão de Po­lí­cia Ro­do­viá­ria (­BPRv), ór­gão da Po­lí­cia Mi­li­tar (PM) do Pa­ra­ná, co­me­ça­ram a ser ocu­pa­dos por agen­tes fe­de­rais na tar­de de on­tem. Di­vi­di­da em ­três eta­pas, a ope­ra­ção ba­ti­za­da ‘‘Gra­lha ­Azul’’ trou­xe po­li­ciais de cin­co es­ta­dos bra­si­lei­ros e mo­bi­li­za ou­tros 50 agen­tes de in­te­li­gên­cia e com­ba­te ao cri­me do Es­ta­do.
  Des­de a úl­ti­ma sex­ta-fei­ra, quan­do o Tri­bu­nal Re­gio­nal Fe­de­ral da 4ªRe­gião (TRF4) pu­bli­cou uma de­ci­são de­ter­mi­nan­do a re­ti­ra­da da po­lí­cia es­ta­dual das ro­do­vias fe­de­rais, a fis­ca­li­za­ção dos tre­chos fi­cou sus­pen­sa. A tran­si­ção de emer­gên­cia é coor­de­na­da en­tre as ­duas cor­po­ra­ções que de­vem, in­clu­si­ve, di­vi­dir as ins­ta­la­ções fí­si­cas em um pri­mei­ro mo­men­to.
  A pri­mei­ra eta­pa foi ini­cia­da às 16 ho­ras e con­tem­plou a Re­gião Me­tro­po­li­ta­na de Cu­ri­ti­ba e a re­gião Cen­tro-Sul, com oi­to pos­tos. Lon­dri­na, to­do o Nor­te Pio­nei­ro e No­vo Nor­te re­ce­bem os agen­tes fe­de­rais ho­je, às 14 ho­ras, em no­ve pos­tos. A pas­sa­gem do ser­vi­ço nas es­tra­das das re­giões No­roes­te e Oes­te do Es­ta­do en­cer­ram a ope­ra­ção na sex­ta-fei­ra pe­la ma­nhã, to­ta­li­zan­do 22 pos­tos.
  Se­gun­do o di­re­tor ge­ral do De­par­ta­men­to de Po­lí­cia Ro­do­viá­ria Fe­de­ral, ins­pe­tor Mar­ce­lo Pai­va, os po­li­ciais es­ta­rão am­pa­ra­dos com 70 via­tu­ras, to­das equi­pa­das com eti­lô­me­tro e con­tro­la­do­res de ve­lo­ci­da­de, ­além de ­dois he­li­cóp­te­ros, mo­to­ci­cle­tas e com­pu­ta­do­res de mão.
  De acor­do com o che­fe da co­mu­ni­ca­ção so­cial da PM, ma­jor Eve­ron Pu­chet­ti Fer­rei­ra, os agen­tes es­ta­duais que vol­tam às ro­do­vias ‘‘po­de­rão fa­zer ­mais ope­ra­ções e fis­ca­li­zar com ­mais ­competência’’. Ain­da as­sim, ele acre­di­ta que de­ve ha­ver so­bra de agen­tes, que po­de­rão ser re­ma­ne­ja­dos pa­ra ou­tras uni­da­des da PM, co­mo as com­pa­nhias de trân­si­to.
  A ques­tão da res­pon­sa­bi­li­da­de de fis­ca­li­za­ção po­de es­tar, apa­ren­te­men­te, re­sol­vi­da. Mas as ­duas cor­po­ra­ções ain­da de­ve­rão acer­tar ou­tros de­ta­lhes, co­mo as ins­ta­la­ções fí­si­cas dos pos­tos. De iní­cio, a PRE es­tá ce­den­do uma sa­la pa­ra que a PRF pos­sa se ins­ta­lar, mas os imó­veis são de pro­prie­da­de do De­par­ta­men­to de Es­tra­das e Ro­da­gem (DER) do Es­ta­do e ain­da não foi de­fi­ni­do se ha­ve­rá a ces­são per­ma­nen­te pa­ra o ór­gão fe­de­ral. Ou­tra ques­tão é o in­ven­tá­rio de veí­cu­los apreen­di­dos nos pá­tios da PRE.

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