Estradas terão reforço na fiscalização
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Marcela Rocha Mendes<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Com a retomada por agentes federais do controle de 3,4 mil quilômetros de estradas federais do Paraná, iniciada ontem, tanto a Polícia Rodoviária Federal (PRF) como a Estadual (PRE) garantem que irão apertar o cerco aos motoristas infratores. O maior rigor na fiscalização deve vir com a chegada de 300 policiais federais de outros estados e a realocação de igual efetivo da PRE para as demais estradas estaduais.
Os primeiros trechos, que até então eram fiscalizados pelo Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), órgão da Polícia Militar (PM) do Paraná, começaram a ser ocupados por agentes federais na tarde de ontem. Dividida em três etapas, a operação batizada Gralha Azul trouxe policiais de cinco estados brasileiros e mobiliza outros 50 agentes de inteligência e combate ao crime do Estado.
Desde a última sexta-feira, quando o Tribunal Regional Federal da 4ªRegião (TRF4) publicou uma decisão determinando a retirada da polícia estadual das rodovias federais, a fiscalização dos trechos ficou suspensa. A transição de emergência é coordenada entre as duas corporações que devem, inclusive, dividir as instalações físicas em um primeiro momento.
A primeira etapa foi iniciada às 16 horas e contemplou a Região Metropolitana de Curitiba e a região Centro-Sul, com oito postos. Londrina, todo o Norte Pioneiro e Novo Norte recebem os agentes federais hoje, às 14 horas, em nove postos. A passagem do serviço nas estradas das regiões Noroeste e Oeste do Estado encerram a operação na sexta-feira pela manhã, totalizando 22 postos.
Segundo o diretor geral do Departamento de Polícia Rodoviária Federal, inspetor Marcelo Paiva, os policiais estarão amparados com 70 viaturas, todas equipadas com etilômetro e controladores de velocidade, além de dois helicópteros, motocicletas e computadores de mão.
De acordo com o chefe da comunicação social da PM, major Everon Puchetti Ferreira, os agentes estaduais que voltam às rodovias poderão fazer mais operações e fiscalizar com mais competência. Ainda assim, ele acredita que deve haver sobra de agentes, que poderão ser remanejados para outras unidades da PM, como as companhias de trânsito.
A questão da responsabilidade de fiscalização pode estar, aparentemente, resolvida. Mas as duas corporações ainda deverão acertar outros detalhes, como as instalações físicas dos postos. De início, a PRE está cedendo uma sala para que a PRF possa se instalar, mas os imóveis são de propriedade do Departamento de Estradas e Rodagem (DER) do Estado e ainda não foi definido se haverá a cessão permanente para o órgão federal. Outra questão é o inventário de veículos apreendidos nos pátios da PRE.


