'Estrada não oferece segurança', criticam parentes das vítimas
Estrada não oferece
segurança, criticam
parentes das vítimas
Seis corpos de passageiros do ônibus da Viação Itapemirim foram sepultados ontem em Curitiba. Amigos e parentes das vítimas responsabilizaram o motorista e as condições da BR-116 pela tragédia. A estrada não oferece segurança nenhuma, não há sinalização, nem equipamento, disse o consultor de projetos Roberto Dionísio, 33 anos, amigo do advogado Orlando Cândido Ferreira, 45 anos, morto no acidente.
Dionísio tem parentes em São Paulo, mas confessa ter receio de viajar pela BR-116. Foi nesta mesma rodovia que ela perdeu o pai em acidente há 10 anos. O consultor ficou revoltado ao saber que o motorista Erlon Santos fugiu após o acidente. Foi desumano, declara. O advogado James Dantas, 26 anos, que teve uma irmã ferida no acidente, disse que ela nasceu de novo. Foi um milagre, declarou. O jornalista Túlio de Ferreira Bandeira, 42 anos, perdeu o irmão Cláudio Ferreira Bandeira, 45 anos, que deveria assumir um cargo no consulado da Itália em São Paulo.
Para Túlio, o acidente é reflexo do descaso das autoridades do País com as estradas. O governo, seja ele qual for, deveria mostrar mais atitudes e não palavras. Não estou falando isso porque perdi um irmão. É um sentimento de toda a comunidade, afirmou. Os corpos dos mortos sepultados ontem foram: Tatsu Iamagushi, 32 anos, psicólogo; Mário Sérgio Coelho Tourinho, 35 anos, engenheiro civil; Cláudio Ferreira Bandeira, 45 anos, professor; Orlando Cândido Ferreira, 45 anos, advogado; Marcos Júnior de Paula, 30 anos; supervisor de merchandising e Sérgio Maurício de Lacerda, 25 anos, encarregado de sessão. (D.V.)





