Estourada banca do bicho no Calçadão
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Fernanda Borges<BR>Fernando Rocha Faro 
Londrina- Uma denúncia anônima resultou no fechamento de uma banca de jogo do bicho que funcionava num prédio no Calçadão, no Centro de Londrina. Os policiais civis estouraram o local na noite de anteontem. Dez pessoas foram encaminhadas para a 10a Subdivisão Policial e liberadas em seguida. Todas vão responder por contravenção penal por jogo de azar.
Durante a ação, os agentes apreenderam cerca de R$ 7 mil em dinheiro e cheques, duas motos, computadores, carimbos e um mimeógrafo, usado para fazer cópias das apostas.
Na tarde de quarta-feira, homens do serviço reservado da Polícia Militar (P2) desarticularam uma fábrica de máquinas caça-níqueis numa casa localizada na Rua Catarina de Bora, no Jardim Brasília (Zona Leste). A ação também foi conseqüência de denúncia anônima.
Segundo informações da PM, no local foi encontrada uma grande quantidade de componentes eletrônicos, computadores, monitores e peças para fabricação de caça-níqueis. Quatro pessoas foram presas acusadas de serem responsáveis pela montagem das máquinas que estariam sendo encaminhadas para estabelecimentos de Londrina e região. Eles foram detidos e levados para a 10ªSDP, onde foram lavrados Termos Circunstanciados. Ainda segundo a polícia, cada integrante do grupo pode pegar de três meses a um ano de prisão.
De acordo com o delegado-chefe da 10 ªSDP, Sérgio Barroso, perto de mil máquinas caça-níqueis foram apreendidas em Londrina nos últimos dois anos. Ele informou ainda que o perfil dos envolvidos
na exploração de jogos de azar mudou. A preferência agora é por casas de alto padrão, com clientela selecionada, em vez de estabelecimentos comerciais.
Tanto o jogo do bicho quanto a exploração de caça-níqueis são considerados contravenções penais, cuja pena varia de três meses a um ano. No entanto, é comum que o juiz decida por penas alternativas para os envolvidos. Ninguém fica preso por esse tipo de atividade. Normalmente, são definidas multas ou prestação de serviços à comunidade, explica Barroso.


