'Estou trabalhando, mas não me sinto 100%'
Lecionando há mais de 14 anos na rede estadual e trabalhando no IEEL há pelo menos 12, a professora de inglês Jeane Nassar Hannuch conta que já começou a sentir os efeitos do desgaste físico e mental diário característico da profissão. ''É tendinite, bursite, além das cordas vocais prejudicadas. Há quatro anos, por exemplo, sofri com um quadro profundo de depressão e foi graças à minha família, aos amigos e à atividade física que consegui me recuperar'', revela.''Hoje, estou trabalhando, mas não me sinto 100%. Afinal, são 16 turmas, cada uma com cerca de 35 alunos. Imagine o quanto é desgastante preparar e corrigir esse amontoado de atividades dos alunos durante uma hora atividade insuficiente?''
Otimista em relação às políticas públicas que poderão ser implementadas a partir dos resultados do projeto de pesquisa Pró-Mestre, Jeane afirma que espera que as condições de trabalho para os professores melhore como um todo. ''A pesquisa é de fundamental importância para chamar a atenção do governo sobre às péssimas condições de trabalho que os professores enfrentam hoje. Principalmente em relação à insuficiência do tempo destinado ao preparo das atividades em sala de aula'', destaca.
A professora de história do IEEL Janet Evangelista, que há 6 anos também teve que ser afastada das atividades devido a uma quadro de depressão, concorda: ''Estou há mais de 40 anos no exercício do magistério e sei o quanto é difícil lidar com o encantamento dos alunos pela disciplina. E para montar essa metodologia que encante, precisamos de um tempo que não temos'' completa. (F.C.)





