Curitiba- A jornalista L.J., de 25 anos, trabalha há quatro anos. Entretanto, há quatro meses já não tem mais conseguido se sentir uma jornalista capaz. Laura Janete (nome fictício) é pauteira e se sente cobrada a cada dia pelo material produzido pelas repórteres. ''Todas as pessoas na minha volta dependem do meu trabalho. Se algo sai errado, eu sou cobrada. Estou 24 horas por dia sendo cobrada. Estou me sentindo incapaz. Parece que não estou conseguindo resultado. Acho que os outros não conseguem fechar matéria por minha culpa. Parece que não estou produzindo a contento'', reclama a jornalista, que já iniciou um tratamento psicológico.
Laura disse que até mesmo a chefia, sem perceber, cobra dela resultados. ''Isso acaba me irritando. Em casa, com os amigos, parece que estou sempre irritada. Não consigo agir naturalmente. Transfiro para todos o que eu sinto no trabalho e isso atrapalha meu rendimento. Já estou tendo lapsos de memória, fico desatenta e o trabalho cai. Tudo isso me desanima, me desmotiva'', relata. Laura foi aconselhada pela psicóloga a assumir uma postura de enfrentamento da situação profissional para que possa conviver normalmente no atual local de trabalho.
''Ela (a psicóloga) me disse que ou eu enfrento a situação ou terei que procurar outro emprego. Quero aprender a enfrentar essas situações extremas. Quero continuar sendo jornalista. Mas sei que preciso me acostumar a lidar com as situações de estresse. Caso contrário, é melhor que eu seja fiscal do Ministério da Fazenda'', brinca. ''Você faz opções na vida. Trabalhar com gente é muito estressante''.(L.P.)

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