Para Luci Maria de Lima, de 29 anos, o novo joelho controlado por microprocessador, com o qual ela está há pouco mais de um mês, tem significado mais autonomia e mais qualidade de vida. Com o equipamento, ela tem conseguido se deslocar com mais facilidade e fazer coisas de que gosta, mas que antes tinha dificuldade.
A policial militar teve a perna esquerda amputada em um acidente de trânsito no dia 9 de outubro de 2007, quando seguia para o trabalho. Luci trafegava com sua moto pela Avenida Dez de Dezembro e foi atingida por um carro que vinha da Avenida Inglaterra e cruzou a preferencial. Na hora do acidente, ela já perdeu parte da perna esquerda, do joelho para baixo. ''Passei por uma cirurgia e dez dias depois veio uma necrose. Aí, foi preciso amputar parte da coxa. No total fiquei um mês no hospital''.
Só em agosto de 2008 começou a usar uma prótese - antes se locomovia com auxílio de muletas - e precisou aprender a andar novamente. ''Quando a gente anda, é tudo tão automático que você não presta atenção como movimenta a perna, os pés, o quadril, e aí você fica se perguntando, como é que fazia para se virar, por exemplo. No começo foi difícil, porque a prótese machucava um pouco e eu tinha medo de cair'', conta.
Mas ela se adaptou tão bem que ''ultrapassou'' a prótese. ''Usei tudo o que ela podia oferecer e ela acabou se tornando restrita. Eu só conseguia andar e caminhar um pouco mais rápido'', afirma. Foi aí que, com a ajuda de um fisioterapeuta, passou a buscar uma prótese que a atendesse melhor. E chegou ao joelho controlado por microprocessador.
Agora um dos principais benefícios é andar sem medo de pisar em falso e cair. ''Com a outra, já sofri vários tombos. Mas, o pior não é cair, mas não ter ninguém para te ajudar''.
A rotina de Luci é bastante agitada - ela é casada, faz faculdade de estética e cosmetologia, faz natação todos os dias durante duas horas, além de treinar musculação e fazer fisioterapia. Já fez um book para uma agência alemã especializada em fotos com modelos deficientes físicos e nesta semana vai participar de um desfile em João Pessoa (PB). ''Estou investindo agora em qualidade de vida, em poder fazer um passeio no final de semana, ou fazer coisas simples como ir ao supermercado sozinha, passear no shopping ou mesmo ir na casa da vizinha sem ter que pegar o carro. A outra (prótese) limitava tudo isso porque cansava muito''.(C.P.)

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