Belo Horizonte, 23 (AE) - O presidente do Grupo Pão de Açúcar, Abílio Diniz, recebeu a notícia da decisão do Superior Tribunal Federal (STF), de restabelecer a pena de prisão, com tranquilidade. Foi o que garantiu hoje pela manhã, em Belo Horizonte, onde esteve para inaugurar o segundo Hipermercado Extra da cidade. "Estou de consciência tranquila", afirmou. "A verdade será restabelecida." Para o empresário, o caso não está encerrado, como haviam informado os ministros do STF. "É evidente que cabe recurso", alegou. Segundo ele, seus advogados já haviam decidido uma estratégia de defesa.
Diniz disse que há muitas controvérsias no julgamento de que houve um crime contra o sistema financeiro nacional. "Não houve prejuízo a ninguém e nenhum beneficiado", justificou. "Nunca fomos admoestados ou sequer notificados pelo Banco Central." O empresário disse que tem certeza de não ter cometido nenhuma irregularidade. "Seguimos as leis desse País." O presidente do Pão de Açúcar foi condenado a 1 ano e 4 meses de prisão pela 2ª Vara da Justiça Federal por ter realizado uma operação de empréstimo de uma instuição financeira do grupo para outra empresa do mesmo grupo, o que é proibido pela legislação brasileira.
Irritado com o assédio da imprensa, Abílio Diniz lembrou que outros dirigentes de grandes grupos já responderam processos semelhantes e foram absolvidos. "Por que eu sou condenado?", questionou, irônico. "Porque dou Ibope", respondeu.
Loja - A nova loja inaugurada em Belo Horizonte é uma das últimas da rede Paes Mendonça a começar a funcionar com a bandeira Extra, do Grupo Pão de Açúcar. Foram investidos cerca de R$ 70 milhões na reestruturação dos 25 supermercados Paes Mendonça arrendados pelo grupo de Abílio Diniz em maio. Depois da inauguração em Minas, o empresário seguiu para Brasília.

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