Brasília, 28 (AE)- O ministro do Orçamento e Gestão, Pedro Parente, afirmou há pouco, no Congresso, onde participa de homenagem ao ex-deputado Luiz Eduardo Magalhães, que desconhece "qualquer idéia de vinda espontânea" de autoridades do governo à CPI dos Bancos, para prestar esclarecimentos. Ele reafirmou, no entanto, que está inteiramente à disposição da CPI se esta julgar conveniente convocá-lo, da mesma forma que já se manifestaram o ministro da Fazenda, Pedro Malan, e o presidente do Banco Central, Armínio Fraga Neto. Parente adiantou, no entanto que "não tem, ou tinha conhecimento de irregularidade praticada pelo professor Francisco Lopes". "E meu depoimento nada poderia esclarecer sobre o assunto", acrescentou Parente, referindo-se a vazamentos ou venda de informações e outros atos de desonestidade e improbidade por parte do ex-presidente do Banco Central. Pedro Parente argumentou, no entanto, que é importante a CPI conhecer detalhes do funcionamento do sistema financeiro "para avaliar com maior base o que de fato foi um erro, uma ilegalidade e aquilo que decorreu das circunstâncias".

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