Londrina - A evolução dos casos da doença provocaram uma corrida pela vacina trivalente (gripe sazonal e H1N1). ''O telefone não para de tocar, a procura está muito grande'', contou a auxiliar de administração da Clínica de Imunização Dr. Baldy, na Área Central de Londrina.
''Houve o alarde e a procura está bem acima do normal. Chegamos a atender mais de 300 pacientes no sábado'', disse. A dose da vacina trivalente do laboratório francês Sanofi Pasteur chega a custar R$ 60.
A grande procura provocou a redução dos estoques. ''Recebíamos (vacinas) de dois laboratórios. A gente deveria receber hoje (ontem) um lote do laboratório Glaxo, mas fomos informados que já acabou a vacina no Brasil. Ele não vem mais atendendo pedidos'', revelou.
Sala de espera cheia. Homens, mulheres, adolescentes e crianças à espera da imunização. Bianca Celeste levou o filho de 2 anos para ser vacinado. ''Fiquei preocupada com a evolução dos casos. Já tive a experiência e não é nada boa'', comentou a auxiliar de enfermagem.
Ela contraiu a doença no período de epidemia e quase morreu. ''Estava grávida de quatro meses quando comecei a passar mal. Fui levada ao hospital e no terceiro dia meu quadro se agravou. Fiquei em coma e 22 dias internada na UTI'', lembrou.
''Os médicos chegaram para a família e disseram que não havia mais medicamento para ser ministrado. Fiquei em prantos e passei a orar'', contou a mãe dela, Cleuza Celeste.
Depois dos pesadelo a família mudou seu hábito de higiene. ''Lavo as mãos constantemente, não procuro ficar em lugares fechados e busco deixar a vacinação em dia'', concluiu Bianca Celeste.
Na rede pública há vacina, mas as doses são ministradas apenas para grupos de risco (gestantes, idosos e portadores de doenças crônicas).(D.M.)

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