Rio, 30 (AE) - A safra agrícola deste ano poderá chegar a 82,4 milhões de toneladas, segundo estimativa de agosto do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número corresponde a uma queda de 0,79% em relação à previsão do mês anterior, provocada pela seca prolongada que danificou as lavouras de milho nos Estados de São Paulo, Mato Grosso e Goiás, onde as reduções foram de 25,43%, 41% e 4,55%, respectivamente.
A estimativa do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) corresponde a um aumento de 9,62% em relação à safra obtida em 1998 (75,18 milhões de toneladas), e mantém a expectativa de recorde da produção nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas (algodão, amendoim, arroz, feijão, mamona, milho, aveia branca, centeio, cevada, sorgo, trigo e soja).
As regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, que representam 90% da produção, tiveram um crescimento de 6,71% em relação a 1998. Nas regiões Norte de Nordeste, com participação de 10%, houve um crescimento de 47,38%.
Ainda em relação à safra anterior, os produtos que se destacam são: algodão herbáceo (19,81%), arroz em casca (51,45%) e feijão em grão primeira safra, com 54,14%. De acordo com o chefe do Departamento de Agropecuária do IBGE, Carlos Alberto Lauria, deverá se manter a expectativa de fechar o ano com uma safra em torno de 82 milhões de toneladas. Segundo ele, a produção de trigo poderá cair, mas isso não afetará o resultado da safra total. O número mais alto já registrado até hoje pelo IBGE foi em 1995, quando o País produziu 79,4 milhões de toneladas. O levantamento começou a ser feito na década de 70. Soja, arroz e milho (primeira e segunda safra) correspondem, hoje, a 80% da produção agrícola do País.

mockup