É o estilo de vida que vai determinar se um individuo com tendência genética à hipertensão (com histórico de familiares que tiveram o quadro) desenvolverá a doença quanto se um indivíduo que já foi diagnosticado como hipertenso conseguirá controlar a situação.
Além de manter uma alimentação saudável, evitando o excesso de sal e de itens industrializados, é preciso abandonar o tabagismo e o álcool, além de fugir do sedentarismo. ''Indico a caminhada três vezes por semana, que não tem contraindicações e nem custos financeiros'', diz o cardiologista Celso Amadeu, especialista do Hospital do Coração.
Segundo Amadeu, a prevenção e o tratamento da hipertensão dependem diretamente dos hábitos de vida, mais do que das medicações. ''Em alguns casos há o tratamento com remédios, prescritos pelo médico de acordo com a pessoa.''
O sal é considerado um vilão para quem tem hipertensão por causa de seu principal componente, o cloreto de sódio - um mineral que retém líquido no organismo, aumentando a pressão arterial e o trabalho dos rins.
Segundo a SBH, em excesso até o pãozinho francês é perigoso: 1 unidade tem um grama de sal. Seis unidades, isso se a pessoa não ingerir nenhum outro alimento no dia, já estouram a cota diária de sal recomendada pelo Ministério da Saúde. Confira abaixo quem são os campeões do sal.


ALTO TEOR DE SÓDIO
- Macarrão instantâneo: 1516 mg
- Queijo parmesão: 1844 mg
- Shoyo: 5024mg
MÉDIO TEOR DE SÓDIO
- Batata chips: 607 mg
- Biscoito recheado: 239mg
- Biscoito cream craker: 854 mg
- Coxinha de frango frita: 532 mg
- Extrato de tomate: 498 mg
- Palmito em conserva: 514 mg
(Fonte: Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), tendo como referência um valor diário máximo de 2400 mg de sódio na alimentação de um adulto.)

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