Não chove há um mês em Londrina e as queimadas típicas desta época do ano aumentam a possibilidade de ocorrência de incêndios florestais e acidentes nas rodovias. O Corpo de Bombeiros de Londrina registrou 142 ocorrências de queimadas na região; 91 só no mês de agosto. Segundo o tenente Jair Antônio de Souza, agosto e setembro são os meses ainda mais críticos já que após os dias frios e algumas geadas a vegetação fica mais seca facilitando a combustão.
Nesta época do ano, até mesmo uma bituca de cigarro ou um fósforo mal apagado atirados pela janela do carro podem provocar acidentes de grandes proporções. Souza também aponta outras causas de incêndios, como os agricultores que fazem queimadas para preparo do solo ou reforma de pastagens, e não se preocupam em fazer aceiros (terreno roçado para evitar a comunicação de incêndios) e montar vigilância.
Por molecagem ou ignorância, algumas pessoas colocam fogo no mato seco que cobre terrenos e fundos de vale. ''Registramos uma média de seis ocorrências diariamente, algumas ao mesmo tempo'', informa o tenente. De acordo com Souza, o ato irresponsável atrapalha o trabalho dos bombeiros no atendimento a casos mais graves, já que a corporação sofre com o déficit de profissionais.
No início da semana, um incêndio em vegetação assustou os moradores da Gleba Palhano (Zona Sul). Segundo o agropecuarista Gehrter Sathler Rosa, o fogo colocado em um bambuzal logo se espalhou atingindo uma altura de quase dez metros. ''Parecia que estavam soltando fogos de São João por aqui. Por sorte os bombeiros chegaram logo e controlaram as chamas. O fogo poderia ter atingido o depósito localizado aqui perto com produtos altamente inflamáveis'', relata.

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