Estiagem coloca 104 cidades em emergência no Rio Grande do Sul
Agência Folha
A estiagem que atinge o Rio Grande do Sul está causando prejuízos econômicos na zona rural e falta de água a populações urbanas. Conforme a Defesa Civil do governo, 104 municípios (de um total de 467) já decretaram situação de emergência, em busca de ajuda oficial.
A lavoura de soja, segundo estimativas mais recentes, deve sofrer uma perda de 13%, se a estiagem não se agravar. O milho na região noroeste teve perdas de 34,9%.
Os produtores replantaram na expectativa de uma reversão climática. Em fevereiro, a quantidade de chuva foi melhor, mas não evitou perdas. Em uma lavoura, por exemplo, esperava-se colher 55 sacas por hectares, mas o rendimento foi de 5,5 sacas por hectare.
O especialista em meteorologia Eugênio Hackbart, da Rede de Estações de Climatologia Urbana, de São Leopoldo, disse que a atual estiagem é uma das mais longas já registradas no Estado. Teve início em outubro e só houve uma quebra em fevereiro, quando choveu em algumas regiões.
Populações de cidades gaúchas estão tendo de conviver com o racionamento de água. Um dos exemplos é Bagé (região sudoeste), onde os cerca de 100 mil habitantes sofrem corte no abastecimento dez horas por dia. A pior seca do município nos últimos anos foi entre 1989 e 1990. O racionamento de água começou a vigorar no último dia 13 e vai persistir enquanto não chover o suficiente.





