ESTIAGEM - Seca coloca Paraná em estado de alerta
A massa de ar quente e seco que toma conta do Paraná não deve dar trégua nos próximos dias, agravando os riscos de incêndio e os incômodos causados pelo clima. Vários municípios já apresentam índices de umidade relativa do ar inferiores a 20%, caracterizando estado de alerta, de acordo com critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS). A pior situação foi registrada em São Miguel do Iguaçu (Oeste), onde o índice chegou a 18,8%. A maioria das cidades paranaenses, segundo a Defesa Civil do Estado, apresenta risco extremo ou elevado para incêndios.
Maringá e Londrina lideram o ranking da quantidade de atendimentos a incêndios de vegetação no Estado, seguidas dos municípios dos Campos Gerais, Curitiba e Região Metropolitana de Curitiba, informou o chefe da seção operacional da coordenadoria estadual da Defesa Civil, tenente Eduardo Gomes Pinheiro.
No Norte do Estado, além da baixa umidade, a população sofre com a presença de poluentes originários das regiões Oeste e Sudoeste do País inclusive partículas resultantes de queimadas , que são trazidos pela circulação atmosférica. São estes poluentes que, segundo a meteorologista do Instituto Tecnológico Simepar em Londrina, Angela Beatriz Costa, causam a névoa facilmente vista no horizonte nos últimos dias.
● Pelos critérios da OMS, os índices inferiores a 30% caracterizam estado de atenção; de 20% a 12%, estado de alerta; e abaixo de 12%, estado de alerta máximo
● De acordo com a Defesa Civil do Paraná, enquanto em 2009 cerca de 6,9 mil hectares (ha) foram atingidos pelo fogo, este ano mais de 17 mil ha já foram dizimados





