Brasília, 25 (AE) - O senador Luiz Estevão (PMDB-DF) será chamado segunda-feira (28) pelo presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado, Ramez Tebet (PMDB-MS), para que apresente a defesa escrita com relação às 12 acusações formalizadas na representação em que sete partidos pedem a cassação do mandato dele por quebra de decoro parlamentar.
O pedido para o citar foi feito hoje pelo relator do processo, senador Jefferson Péres (PDT-AM). Estevão disporá de cinco sessões ordinárias para atender ao pedido. O prazo deve estender-se mais um pouco porque não haverá expediente no início da semana de carnaval. Péres lembrou que o próximo passo será o de comparar as alegações do parlamentar com as denúncias relacionadas na representação. É nessa fase que o relator vai analisar se haverá ou não necessidade de fazer diligências para complementar as informações. Caso ele julgue desnecessário, terá então de cumprir o prazo de cinco sessões para apresentar o parecer.
Péres foi sucinto ao comentar a possibilidade de Estevão questionar a designação dele como relator, pelo fato de integrar o bloco da oposição. "É um direito dele", afirmou. Se a medida vier realmente a ser concretizada, será recebida como um meio de atrasar o processo. É provável que Péres, conhecido pela imparcialidade, venha a receber o apoio dos integrantes do Conselho de Ética, até mesmo dos peeemedebistas. Tanto é assim que o governo não se incomodou em o ter como relator da Lei de Responsabilidade Fiscal na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
Indicado relator da representação contra o presidente nacional do PSDB, senador Teotônio Vilela Filho (AL), o senador Ney Suassuna (PMDB-PB), concluiu pela improcedência da denúncia. Ele alegou no despacho que estão sendo investigadas suspeitas de irregularidades nos procedimentos da Fundação Teotônio Vilela e não sobre o parlamentar.

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