RIO - O Carnaval carioca oferece opções de divertimento menos badaladas porém mais democráticas do que o desfile das escolas na Passarela do Samba: os desfiles de blocos acompanhados por músicos contratados nas ruas e os bailes populares. Esta iniciativa, resgata a tradição de carnavais passados. A Riotur aplicou a maior parte dos R$ 6 milhões do seu orçamento para o Carnaval com a animação de rua. O resultado é que o número de bailes triplicou de 44, em 1996, para 132, este ano. ‘‘Queremos fazer com que o povo participe do Carnaval e dos bailes populares’’, disse o presidente da Riotur e secretário municipal de Turismo, Gérard Borgeaiseau.
Os ‘‘blocos e bandas’’ são a denominação que o jornalista e pesquisador musical Sérgio Cabral dá aos grupos de foliões acompanhados de músicos contratados, para diferenciá-los dos blocos improvisados, onde não há instrumentistas profissionais. O fundador do líder da Banda de Ipanema, Albino Pinheiro, diz que eles são característicos da zona sul. ‘‘É a forma de Carnaval de quem não sabe fazer samba e tem dinheiro para pagar pela música’’, explica. Segundo Pinheiro, o crescimento dos blocos e bandas começou há dez anos.
Esse tempo foi suficiente para que vários deles se tornassem uma atração tão conhecida no Carnaval quanto a Banda de Ipanema e o Cordão da Bola Preta, a mais tradicional sociedade carnavalesca carioca. Entre eles, estão o Simpatia é Quase Amor e o Galinha do Meio-Dia, de Ipanema, e o Dois Prá Lá, Dois Prá Cá e Bloco Barbas, ambos de Botafogo.

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