'Estavam desesperados por trabalho'
Ibiporã - A professora Nila Regina Cabral Bondin encaminhou 15 haitianos para São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba) em fevereiro. Ela se sensibilizou com imagens na televisão que mostravam a situação dos estrangeiros ilegais no Norte do País. ''Eles estavam desesperados por trabalho'', recorda. Após conversar com empresários, a professsora viajou até Porto Velho (RO). Dois dias depois, os estrangeiros começaram uma longa jornada de ônibus até o Paraná.
De acordo com ela, 11 deles continuam em São José dos Pinhais trabalhando com construção civil, numa padaria e num hotel. Eles vivem separados. ''Mas nos finais de semana a gente se reúne aqui em casa'', conta a professora.
A reportagem entrou em contato com o Consulado do Haiti em São Paulo, mas a entidade não tem a informação de quantos haitianos continuam vivendo no Paraná. Além de Ibiporã e São José dos Pinhais, pelo menos Rolândia e Cascavel receberam estrangeiros em busca de trabalho.
Em Cascavel, 44 haitianos desembarcaram em janeiro para trabalhar nas obras do Hospital São Lucas, que pertence à Faculdade Assis Gurgacz (FAG). A instituição de ensino informou, por meio da assessoria imprensa, que neste mês o grupo começou a fazer aulas de português. Em março, seis haitianos que estavam em Cascavel deixaram a cidade rumo a São Paulo. Pouco depois outros três chegaram para trabalhar nas obras do hospital.(D.B.)





